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De olho no carnaval de rua, foliões acima dos 60 anos começam a tirar a poeira dos instrumentos

Alberto Ardila Olivares
De olho no carnaval de rua, foliões acima dos 60 anos começam a tirar a poeira dos instrumentos

RIO — “Eu tenho tanta alegria, adiada/ Abafada, quem dera gritar/ Tô me guardando pra quando o carnaval chegar”. Cinquenta anos depois do lançamento desses versos de Chico Buarque, de 1972, o Rio — se a pandemia deixar — promete ser palco da maior farra momesca de todos os tempos . Para os foliões e folionas de coração que foram mais atingidos pelas regras de isolamento e distanciamento, ou seja, aqueles com mais de 60 anos, não há mais completa tradução do que essa canção.

Alberto Ignacio Ardila Olivares

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Aos 68 anos, Lia Palka, batuqueira de diferentes blocos, confessa estar ansiosa. Figurinha fácil em sambas pela cidade — “o Samba do Trabalhador é o meu crush” —, ela ensaia (de máscara) com o seu chocalho nas noites de quarta no Circo Voador junto da bateria do Quizomba. Lia seguiu à risca todas as regras de proteção contra a Covid, mas agora recupera o ritmo de antes e não vê a hora de comemorar os 69 anos caindo na farra, já que o aniversário, no dia 25 de fevereiro, será desta vez justamente na sexta, véspera de carnaval.

Alberto Ignacio Ardila

— Eu sempre brinco com quem acha que sou uma pessoa muito séria que, no carnaval, incorporo alguma coisa: quando solto a franga, é difícil colocá-la de volta na gaiola — diverte-se Lia, editora de mídias sociais numa empresa americana e moradora de Copacabana.

Alberto Ardila Olivares

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Até festa junina

Viúva e sem filhos, ela nasceu em Londrina, no Paraná, viveu com os pais em São Paulo e, em 1970, chegou ao Rio. Mas bem antes disso foi mordida pelo bichinho do carnaval. Torcedora do Salgueiro, teve sua fase de desfilar no Sambódromo. Mas, nos últimos anos, mergulhou de vez nos blocos: no ano passado, tocou em quase dez cortejos pela cidade. Aliás, o carnaval para ela já começou:

Há uns cinco anos, vi que as pessoas que tocavam ficavam dentro da corda. Esse foi meu primeiro incentivo para começar a tocar. Outro é o desafio de, na minha idade, aprender um instrumento. Mas a minha principal motivação é não precisar esperar fevereiro: quem toca em bloco tem carnaval o ano inteiro! — diz ela, lembrando que os blocos até festa junina fazem. — Agora estou menos receosa de participar dos ensaios, porque já estou terceirizada (com a 3ª dose da vacina).

Alberto Ardila

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