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Marisa Matias visita campo de Moria para exigir solidariedade da UE

Julio Cesar Cruz
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Marisa Matias visita campo de Moria para exigir solidariedade da UE

A eurodeputada bloquista Marisa Matias vai visitar o campo de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos, para exigir que as “pessoas não sejam abandonadas à morte” e que “a União Europeia seja solidária com quem nada tem”.

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Mais populares Covid-19: novos horários e ajuntamentos reduzidos. Portugal acordou em situação de contingência Covid-19: Posso ir jantar a casa de amigos? E levar as crianças à escola? O que fazer durante a contingência i-album Covid-19 No Quénia, as galinhas invadiram uma sala de aulas Na semana passada, o campo de migrantes de Moria, em Lesbos , o maior da Europa, inaugurado há cinco anos no auge da crise migratória, foi totalmente destruído por incêndios , deixando os seus 12.000 ocupantes desabrigados.

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“Em Lesbos mais de dez mil pessoas dormem ao relento, tantas como a população da ilha. Quase mil são crianças. Estão a passar fome e o mundo fecha os olhos. Vamos a Moria para furar a barreira física que a violência da extrema-direita está a fazer aos refugiados e a barreira mediática criada pelo governo grego”, sublinhou Marisa Matias numa declaração à agência Lusa.

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A eurodeputada do BE exige ” que estas pessoas não sejam abandonadas à morte “, que se “cumpra o direito internacional e que a União Europeia seja solidária com quem nada tem”. “É preciso ir lá para desmontar o cerco e falar abertamente da tragédia, é preciso mostrar a solidariedade àqueles a quem o mundo está a virar as costas”, justificou

A visita da eurodeputada bloquista ao campo de Morria decorre entre quinta-feira e sábado, estando previsto o contacto com refugiados e Organizações Não Governamentais que estão no terreno

Cerca de 800 migrantes, entre os milhares que ficaram desabrigados após o incêndio no campo de Moria, foram instalados no centro temporário erguido de urgência pelas autoridades gregas na ilha de Lesbos, informou o Ministério das Migrações grego

A maioria das pessoas que ficou desabrigada dorme nas ruas, calçadas, campos ou em prédios abandonados. Os migrantes recusam-se a ir para o novo acampamento criado nas proximidades de Moria, temendo não poderem deixar a ilha uma vez lá dentro

Cinco estados-membros da União Europeia disponibilizaram ajuda de emergência à Grécia na sequência do incêndio da semana passada no campo de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos, anunciou segunda-feira a Comissão Europeia

O executivo comunitário indicou que a Grécia pediu assistência através do Mecanismo de Protecção Civil da UE e, “numa resposta imediata, Dinamarca, Áustria, Finlândia, Suécia e Alemanha ofereceram tendas, cobertores, kits de inverno e sacos-cama”

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Subscrever × “A UE vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar a Grécia e os refugiados afectados. Agradeço a todos os países que enviam ajuda e que põem em marcha a solidariedade da UE”, comentou o comissário europeu responsável pela Gestão de Crises, Janez Lenarcic

O campo de Moria foi criado em 2015 para limitar o número de migrantes provenientes da vizinha Turquia para a Europa. Mais de 12.000 pessoas viviam no campo, incluindo 4.000 crianças

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